A cabeça pensante do Creedence

“Revival” traz de volta o gênio John Fogerty

O novo álbum de Fogerty é um triunfo. Ele tem um som atemporal e ao mesmo tempo enraizado nas influências de seu criador. Com uma voz que pode quebrar o vidro e inspirar gerações e uma banda que veio para quebrar tudo, “Revival” não é apenas mais um grande álbum dessa lenda do rock. É um trabalho memorável, que certamente constará entre os melhores de 2007.

Don’t You Wish It Was True: Country rock dos bons, como o Creedence costumava fazer, mas com uma pitada de modernidade. O timbre das guitarras lembra muito a velha banda de Fogerty. A letra é meio utópica, falando sobre todos vivendo juntos “sob o sol”.

Gunsliger: Pop ainda com uma pitadinha de country, mas com uma levada de bateria mais rock’ n’ roll. Aqui Fogerty mostra que ainda sabe preencher uma música com um solo simples e certeiro. Senti uma alfinetada ao presidente Bush (pra mim é assim mesmo, com p minúsculo): “Nós precisamos de alguém forte para tocar essa cidade para frente”.

Creedence Song: Rock’ n’ roll! Uma verdadeira volta as raízes. Aqui você realmente sente o “Revival” do título do álbum. Dá para perceber referências claras ao Creedence original, seja nas levadas ou nos timbres usados. Uma celebração de tempo mais simples. E realmente, “você não pode errar se tocar alguma canção do Creedence”.

Broken Down Cowboy: Baladinha adocicada, com gosto de Oeste americano. É incrível como Fogerty domina uma gama enorme de estilos. Essa música se mantem consistente com o resto do álbum mesmo sendo totalmente diferente das outras faixas.

River Is Waiting: Outra balada de categoria, com direito a orgão hammond e coral feminino e um certo acento reggae. O orgão colabora muito para esse clima meio “jamaicano”, utilizando timbres e melódias tipicamente encontradas em músicas de Bob Marley por exemplo. Para ouvir tomando uma bebidinha e vendo o pôr-do-sol na praia.

Long Dark Nigth: Agora um pouco de distorção! A introdução da música mais a voz de Fogerty me fez lembrar por um instante AC/DC. O andamento da música é tipicamente rock’ n’ roll, e a harmônica colocada em trechos estratégios dá um charme de banda com o pé na estrada.

Summer Of Love: Jimi Hendrix? Fogerty psicodélico? Nem um nem outro. Um hard-rock de responsa, com bateria nervosa e guitarras distorcidas na medida certa. O refrão meio lisérgico é fantástico. Lembra um pouco o Cream de Eric Clapton. E Fogerty mostra qual é o jeito certo de se usar uma guitarra.

Natural Thing: Mais um rock meio psicodélico, com guitarras e orgãos Hammond e MiniMoog dando o clima. A música tem um clima meio “disco” também, uma coisa bem anos 70 mesmo.

It Ain’t Right: Continuando a viagem pelos diferentes estilos, um rockabilly como se fazia nos anos 50. Lembra um pouco Elvis na verdade, o magro, não o gordo.

I Can’t Take It No More: Sem dúvida, a música mais “descontrolada” do álbum, remete um pouco ao punk (!!) estilo Sex Pistols (!!!!) mas depois você acaba sentindo a diferença de qualidade. Rápida e rasteira.

Somebody Help Me: Rock com uma pegada bem blues. Mais uma contribuição ao caldeirão de estilos que é este álbum. O mais incrível é que a qualidade se mantém. Fogerty parece extremamente a vontade. Esta faixa lembra um pouco o que Eric Clapton fazia nos anos 80.

Longshot: Rock com guitarras travadas e cowbell. Um clássico. Até hoje não escutei uma música com essa combinação que fosse ruim. Nada melhor do que esse rock stoniano para fechar um álbum brilhante em todos os seus momentos.

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