O mais famoso disco nunca lançado!

A revista “Classic Rock” elegeu Chinese Democracy, o famoso álbum fantasma do Guns’ n’ Roses como o melhor de 2007. Apesar de não lançado, na internet é muito fácil baixar as músicas já disponíveis, em versões demo. Leia abaixo o artigo da Classic Rock, traduzido por www.perfectcrimegnr.com.

Classic Rock 2007 Álbum do ano

Como escolhido pelos críticos da Classic Rock

Guns N’ Roses – Chinese Democracy

(obviamente ainda não lançado)

As músicas que escutamos mais durante o ano não está disponível na HMV, Amazon, ou iTunes. Falando especificamente, não deveria sequer estar no número 1 (e, ainda assim, se isso te faz se sentir melhor, deixe-nos assegurar que sim, Snakes And Arrows foi o melhor álbum de rock lançado este ano). Mas o fato é que estas sete faixas que vazaram (Chinese Democracy, Better, The Blues, IRS, There Was A Time, Madagascar e Catcher In The Rye) foram escutadas centenas (talvez milhares) de vezes o ano todo -e as quais qualquer um que as quiser pode tê-las em horas através de servidores de fóruns do GN’R ou ao digitar “Chinese Democracy torrent” no Google e ao escolher entre um das dúzias de sites.

Não-lançado? Hum, sim. Certo.

Isso é uma situação única, sem precedentes. Décadas atrás, um álbum não-lançado (digamos, o Smile do Beach Boys ou ‘Black Album’ do Prince) seria inevitavelmente copiado e distribuído em algumas pequenas lojas de fundo de quintal pelo país. Se você fosse determinado e fizesse pesquisas -e não se importasse de se arriscar com algo que poderia ser de qualidade duvidosa- você poderia achar eles. Mas mesmo o melhor e mais visível bootleg apenas venderia algumas centenas, talvez milhares. No contraste, esses sete arquivos em MP3 -que podem ou não estar no lançamento oficial do Chinese Democracy e, mesmo se estiverem, provavelmente estarão diferentes- viajaram pelo mundo todo como relâmpago. Cópias exatas estão sendo mandadas por email até mesmo enquanto você lê isso, gravadas em cd, copiadas em networks, ripadas para MP3 Players. Isso é bootleg em escala diferente.

Não estamos condenando ou encorajando a isso. Nós preferimos escrever sobre um lançamento final e oficial -mas o gênio está verdadeiramente fora da lâmpada. E nós não poderíamos deixá-las de lado mesmo se pudessemos- porque essas faixas não são apenas algumas das melhores músicas do ano, elas são o som de um dos maiores artistas do rock tomando na alma e ganhando.

Qualquer um que pensou que o Axl estivesse sentado, alesado, em um estúdio em algum lugar, como o equivalente do rock do Jack Nicholson no filme “O Iluminado” (“Só trabalho e sem brincadeiras faz do Axl um garoto idiota. Só trabalho e sem brincadeiras…” etc) está em choque. Axl talvez esteja ruim da cachola, mas nessas músicas ele está articulado, passional, ambicioso -aparentemente pretendendo construir algo épico e grande: música rock genuinamente do século XXI.

Tem a Better: tremenda, funkeada e pesada pra cacete, com alucinações de guitarra do Buckethead e um lindo outro com pitadas de blues do Robin Finck contra-balanceando a articulação desesperada do Axl: “Eu nunca quis você tão cheia de raiva/Eu nunca quis que vc fosse outra pessoa/Eu nunca quis que você fosse alguém que tivesse medo de se conhecer/Eu apenas quis que você visse as coisas por si” (I never wanted you to be so full of anger/I never wanted you to be somebody else/I never wanted you to be someone afraid to know themselves/I only wanted you to see things for yourself).

The Blues leva o amor do Axl pelas baladas em piano no estilo do Elton John com novos pesos, sem entrar no estilo de auto-piedade de November Rain. Se There Was A Time, Catcher… e IRS minam uma veia similar, é uma das que são ricas o suficiente para sustentar ambos com refrão, cordas, solos de guitarra a vontade e emoção em grande escala. A faixa-título, enquanto isso, traz tudo de volta ao básico com um rock no estilo de Smells Like Teen Spirit no qual o Axl soa como se ele realmente estivesse – suspire – divertindo-se.

Madagascar usa samples de Martin Luther King como um solo de guitarra, levando a uma conclusão – “Finalmente livre, finalmente livre! Graças ao Deus todo poderoso, nós estamos finalmente livres!” (Free at least! Free at least! Thank God Almighty, we are free at least!) – enquanto outros samples incluem um pedaço de Cool Hand Luke (“O que temos aqui é uma falha na comunicação” [What we have here is a failure to communicate!]) que também foi sampleada em Civil War – uma lembrança de que você está escutando um trabalho inacabado. Madagascar é também a música na qual o Axl definitivamente fala dos seus detratores – “Não vão me dizer novamente/Que eu fui levado nesta tempestade/E deixado tão longe do litoral/Que não posso achar mais meu caminho novamente” (I won’t be told anymore/That I’ve been brought down in this storm/And left so far out from the shore that I can’t find my way back).

Nós jamais diríamos isso há um ano, mas com essas evidências, você deve estar louco por estar apostando contra ele.

Para ouvir Chinese Democracy, clique aqui.

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One Response to O mais famoso disco nunca lançado!

  1. Fronza says:

    Wow…CHINESE DEMOCRACY STARTS NOW!!!!

    Demais, demais, os caras têm razão, não temos nada parecido disponível hoje no cenário rock n’ roll, nem a pau!!!

    AXL IS GOD!

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