Filmes que você não vê mais hoje em dia… Parte 125

Banzé no Oeste

Considerada pelo American Film Institut (AFI) uma das 10 melhores comédias já criadas em todos os tempos, Banzé no Oeste é uma pequena obra-prima que satiriza a época do povoamento do famoso Velho-Oeste norte-americano, trazendo todos os estereótipos possíveis encontrados no gênero caubói – o político inescrupuloso, o atirador mais rápido do oeste, o bandido descerebrado, a mocinha atraente – fazendo o espectador rir deliciosamente desses estereótipos. É um filme de 1974, mas que ainda permanece praticamente todo atual, já que nem sequer o seu estilo de humor tornou-se ultrapassado, e o filme é muito mais engraçado que a grande maioria das comédias lançadas ultimamente.
O responsável por isso tudo é o gênio do gênero (desculpem a aliteração aqui) Mel Brooks, que entre outras comédias imortais, fez O Jovem Frankenstein e Spaceballs, esta última ainda a melhor sátira a Star Wars já filmada. Além do excepcional trabalho de Brooks, não só na direção, mas também no roteiro do filme (embora não o tenha escrito sozinho) e atuação – ele faz o governador idiota – outro responsável pelo brilhantismo da comédia é Gene Wilder, simplesmente um dos melhores comediantes de todos os tempos, que fez inúmeros filmes inesquecíveis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, apenas para citar um exemplo. Finalmente, devo citar também o ator Cleavon Little, que interpreta o “primeiro xerife negro do Velho-Oeste”, e que está muito bem no seu papel, debochando dos deboches que leva por ser negro e estar rodeado de caipiras racistas.
Banzé no Oeste (nome que nada tem com o cãozinho da Disney – significa “bagunça”) é uma comédia obrigatória para quem curte o gênero. Além da importância histórica, pelo seu elenco de ouro, ainda é um dos filmes mais engraçados que já assisti. Sem exageros. O filme possui alguns momentos antológicos, como a cena final, que relembra a cena final de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (umas das minhas três comédias favoritas de todos os tempos), onde Brooks “avacalha” de vez e os personagens entram nos sets de filmagem de outros filmes, detonando o estúdio, indo para a rua, e chegando ao ponto de assistirem ao próprio Banzé no Oeste nos cinemas.
Como o filme é na verdade uma grande paródia do tempo das diligências, os personagens exageram propositalmente no tom de voz, gestos e atos, tornando o filme incrivelmente divertido de ser assistido, mesmo nas passagens que não são muito engraçados. Julgar piadas em críticas às vezes é perigoso, porque a opinião pode variar muito de leitor para leitor, mas posso garantir que dificilmente você acabará de ver este filme sem pelo menos uma grande risada. Não vou contar mais passagens do filme aqui, além da cena do estúdio, para não estragar qualquer surpresa caso você ainda não conheça o filme, mas afirmo que há no mínimo uma dúzia de cenas ou frases muito engraçadas.
Algumas das piadas às vezes exageram demais no tom de paródia, ficando muito perto de ofenderem a inteligência do espectador, como uma cena em que os heróis devem salvar a cidade de uma corja de bandidos perigosos: a solução sugerida é risível, e parece vir de uma criança de cinco anos de idade, mas ainda assim diverte. É só não esquecer que se trata de uma paródia que fica tudo bem…
A trilha sonora é outro grande destaque. Com canções e temas escritos originalmente para o filme, em alguns momentos Banzé no Oeste assume ares de um musical, sempre com letras bem humoradas e melodias incrivelmente belas. Inclusive uma das três indicações ao Oscar que o filme recebeu foi para a categoria de música original, pelo tema “Blazing Saddles” (nome original do filme). As duas outras indicações foram para edição e atriz coadjuvante, a mocinha do filme, interpretada por Madelina Kahn. A atriz morreu em 1999, e seus últimos trabalhos foram dublar uma personagem da animação Vida de Inseto e atuar no ótimo Judy Berlin, filme independente lançado naquele mesmo ano.
Lotado de pequenos e grandes momentos, esta é uma comédia difícil de encontrar nas locadoras, mas se você encontrá-la, não pense duas vezes: vale muito a pena conhecer este que é um dos melhores filmes do gênero desde a década de 70. Poucos momentos do filme estão hoje datados, ou seja, tornaram-se bobos para os dias atuais. É uma comédia que pode, portanto, ser chamada de atemporal, graças ao excelente trabalho de Mel Brooks, Gene Wilder, e sua trupe de incríveis coadjuvantes. O Oeste nunca mais foi o mesmo depois deste banzé.

 

Considerada pelo American Film Institut (AFI) uma das 10 melhores comédias já criadas em todos os tempos, Banzé no Oeste é uma pequena obra-prima que satiriza a época do povoamento do famoso Velho-Oeste norte-americano, trazendo todos os estereótipos possíveis encontrados no gênero caubói – o político inescrupuloso, o atirador mais rápido do oeste, o bandido descerebrado, a mocinha atraente – fazendo o espectador rir deliciosamente desses estereótipos. É um filme de 1974, mas que ainda permanece praticamente todo atual, já que nem sequer o seu estilo de humor tornou-se ultrapassado, e o filme é muito mais engraçado que a grande maioria das comédias lançadas ultimamente.
O responsável por isso tudo é o gênio do gênero (desculpem a aliteração aqui) Mel Brooks, que entre outras comédias imortais, fez O Jovem Frankenstein e Spaceballs, esta última ainda a melhor sátira a Star Wars já filmada. Além do excepcional trabalho de Brooks, não só na direção, mas também no roteiro do filme (embora não o tenha escrito sozinho) e atuação – ele faz o governador idiota – outro responsável pelo brilhantismo da comédia é Gene Wilder, simplesmente um dos melhores comediantes de todos os tempos, que fez inúmeros filmes inesquecíveis, como A Fantástica Fábrica de Chocolates, apenas para citar um exemplo. Finalmente, devo citar também o ator Cleavon Little, que interpreta o “primeiro xerife negro do Velho-Oeste”, e que está muito bem no seu papel, debochando dos deboches que leva por ser negro e estar rodeado de caipiras racistas.
Banzé no Oeste (nome que nada tem com o cãozinho da Disney – significa “bagunça”) é uma comédia obrigatória para quem curte o gênero. Além da importância histórica, pelo seu elenco de ouro, ainda é um dos filmes mais engraçados que já assisti. Sem exageros. O filme possui alguns momentos antológicos, como a cena final, que relembra a cena final de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (umas das minhas três comédias favoritas de todos os tempos), onde Brooks “avacalha” de vez e os personagens entram nos sets de filmagem de outros filmes, detonando o estúdio, indo para a rua, e chegando ao ponto de assistirem ao próprio Banzé no Oeste nos cinemas.
Como o filme é na verdade uma grande paródia do tempo das diligências, os personagens exageram propositalmente no tom de voz, gestos e atos, tornando o filme incrivelmente divertido de ser assistido, mesmo nas passagens que não são muito engraçados. Julgar piadas em críticas às vezes é perigoso, porque a opinião pode variar muito de leitor para leitor, mas posso garantir que dificilmente você acabará de ver este filme sem pelo menos uma grande risada. Não vou contar mais passagens do filme aqui, além da cena do estúdio, para não estragar qualquer surpresa caso você ainda não conheça o filme, mas afirmo que há no mínimo uma dúzia de cenas ou frases muito engraçadas.
Algumas das piadas às vezes exageram demais no tom de paródia, ficando muito perto de ofenderem a inteligência do espectador, como uma cena em que os heróis devem salvar a cidade de uma corja de bandidos perigosos: a solução sugerida é risível, e parece vir de uma criança de cinco anos de idade, mas ainda assim diverte. É só não esquecer que se trata de uma paródia que fica tudo bem…
A trilha sonora é outro grande destaque. Com canções e temas escritos originalmente para o filme, em alguns momentos Banzé no Oeste assume ares de um musical, sempre com letras bem humoradas e melodias incrivelmente belas. Inclusive uma das três indicações ao Oscar que o filme recebeu foi para a categoria de música original, pelo tema “Blazing Saddles” (nome original do filme). As duas outras indicações foram para edição e atriz coadjuvante, a mocinha do filme, interpretada por Madelina Kahn. A atriz morreu em 1999, e seus últimos trabalhos foram dublar uma personagem da animação Vida de Inseto e atuar no ótimo Judy Berlin, filme independente lançado naquele mesmo ano.
Lotado de pequenos e grandes momentos, esta é uma comédia difícil de encontrar nas locadoras, mas se você encontrá-la, não pense duas vezes: vale muito a pena conhecer este que é um dos melhores filmes do gênero desde a década de 70. Poucos momentos do filme estão hoje datados, ou seja, tornaram-se bobos para os dias atuais. É uma comédia que pode, portanto, ser chamada de atemporal, graças ao excelente trabalho de Mel Brooks, Gene Wilder, e sua trupe de incríveis coadjuvantes. O Oeste nunca mais foi o mesmo depois deste banzé.

Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR

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