Garota nem tão infernal assim…

Uma banda de rock viaja até uma pequena cidadezinha do interior dos EUA para encontrar uma virgem para sacrificar em um ritual de magia negra para conseguir fama e sucesso. Porém as coisas dão errado porque a virgem não era virgem de verdade e se transforma em um espécie de sucubus, um demônio que se alimenta de carne humana. Até parece roteiro de filme trash dos anos 80, mas trata-se de Garota Infernal (“Jennifer’s Body”), novo filme estrelado pela bola da vez Megan Fox (Tranformers) e escrito por Diablo Cody, roteirista do aclamado “Juno”. O filme da diretora Karyn Kusama (Aeon Flux) infelizmente tem problemas sérios, que estragam o que poderia ser pelo menos um filme divertido.

Qualquer pretensão de criar um filme de terror/comédia acaba se perdendo na falta de carisma de Megan Fox, que tem a desenvoltura artística de uma boneca inflável. Aliás parece ser esse o seu papel no filme: empresta sex appeal para vender o filme para adolescentes onanistas. O filme apela para isso a todo o momento, e não de uma forma divertida como, por exemplo, no clássico oitentista “Força Sinistra”, onde uma vampira galáctica passeia pelo filme todo do jeitinho que veio ao mundo. Infelizmente aqui a idéia não colou, e Megan Fox transparece uma empáfia e antipatia que acaba irritando o espectador que pretende entender o arremedo de estória de que se trata o roteiro. A impressão que fica é que ao contrário do independente Juno, o roteiro foi “lapidado” pelos produtores para transformar o que seria uma comédia trash em algo mais “vendável”.

O destaque positivo fica para Amanda Seyfried (da série Big Love), que conduz e narra a estória. O filme começa com ela internada em uma instituição psiquiátrica, e a narração vai explicando aos poucos como ela chegou aquela situação. De todo o elenco, parece ser ela a única que consegue passar algum tipo de emoção. Outro nome conhecido do elenco é Adam Brody (de The O.C.) como o vocalista da tal banda satânica. Porém ele aparece bem pouco, e quando está na tela aparece apático e sem brilho. Até mesmo na que seria a cena mais tensa e dramática com sua participação, a do sacrifício, ele não consegue transmitir nenhum tipo de emoção ao expectador.

Enfim, o filme se arrasta por pouco mais de uma hora e meia de duração, e em alguns momentos se torna quase insuportável. Parece que colocaram os filmes recentes de terror adolescente em um liquidificador e no final só conseguiram filtrar os clichês mais previsíveis, deixando a impressão no espectador de já ter visto aquilo antes.

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