Bruce Willis e sua cabeleira loira

Estréia nessa sexta-feira (23/10) o novo blockbuster estrelado por um dos brucutus mais amados pelo nerds. Em Substitutos (Surrogates), Bruce Willis vive em um mundo em que ninguém mais precisa sair de casa. Isso por causa dos “substitutos”, dublês robóticos que compartilham a sua real aparência (ou como você gostaria que a sua aparência fosse), e que você por controlar do conforto da sua casa. Você praticamente pode viver a sua vida através dos olhos da sua réplica artificial, sem se preocupar, por exemplo, em se machucar em atividades mais arriscadas.


Este é o mundo imaginado por Robert Venditti e Brett Weldele, que escreveram a graphic novel. Sim, você pode não saber, mas o filme é uma adaptação de uma história em quadrinhos escrita pelos dois. E foi adaptada em um filme de ação com inteligência acima da média, apesar do roteiro ter sido adaptado pela dupla Michael Ferris e John D. Brancatto, responsáveis pelo irregular “Terminator Salvation” e pelo desastroso “Mulher Gato”. Não que o roteiro seja brilhante, mas a direção de Jonathan Mostow (de Terminator 3 e U-571) parece ter ajudado o filme a “dar liga” e deixar Bruce Willis à vontade na tela.

O personagem de Willis é Greer, um agente do FBI que assim como todo o mundo, leva a vida através do seu substituto. Alías, o substituto do personagem dele é hilário: Willis mais novo, sem as rugas, e ao invés da careca reluzente, uma cabeleira loira “emo”. E parece que a experiência de substituição fez mal a Greer: assim como dita a tradição dos “detetives motherfuckers” do cinema, ele esqueceu completamente do asseio pessoal. E, além disso, é claro, ele não gosta dos substitutos, e acha que a humanidade estaria melhor sem eles. É ai que as coisas se complicam, e um criminoso usa uma arma para matar uma pessoa através do seu substituto. E é claro que Greer será o encarregado de investigar o crime, junto com sua parceira Peters (Radha Mitchell). A trama vai se complicando porque o assassinado é filho do inventor dos substitutos, Lionel Canter (James Cromwell), e existe a possibilidade do assassinato ser um ato político.

E no meio de toda essa história, ainda temos o drama pessoal de Greer, que vive um casamento falido, e que perdeu um filho há pouco tempo, o que o levou a mergulhar ainda mais fundo nessa vida de distanciamento e reclusão. No final das contas, o filme tentar passar aquela velha mensagem: mova esse seu traseiro gordo da cadeira e vá viver a vida. E passa essa mensagem através de um filme interessante, com ação e com uma história um pouco acima da média. Cinemão pipoca de primeira.

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