Kick-Ass não é um blockbuster, mas pode chutar o seu traseiro!

Quando a adaptação de Kick-Ass para o cinema foi anunciada, uma dúvida começou a pairar na minha cabeça. Escrever uma história em quadrinhos que mostra uma garota de 11 anos que adora arrebentar e arrancar até a última gota de sangue de seus inimigos pode ser polêmico, mas tem muito menos impacto do que a mesma personagem em um filme longa-metragem. Fiquei na dúvida se o diretor Matthew Vaughn ia mesmo ter os “cojones” de adaptar fielmente a HQ ou se renderia a fazer mais um filme adolescente boboca com classificação PG-13.

Vale lembrar que além da pré-adolescente estripadora, a história trata sobre muitos assuntos que podem ser considerados bem controversos, principalmente para uma sociedade pretensamente puritana como a americana, como drogas e sexo antes do casamento.Porém, quando o filme foi classificado como “R”, essas dúvidas começaram a se dissipar. Kick-Ass é, em primeiro lugar, um filme corajoso. Ou seja, o recado estava dado: tirem os cabeçudos sem capacidade de pensar por si mesmos da sala de cinema.

Apesar dos principais protagonistas do filmes serem menores de idade, o filme é claramente direcionado para o público adulto, o que pode parecer estranho para os babacas que ainda tem o pensamento retrógrado que gibi é coisa de criança. E Kick-Ass “chuta o traseiro” dessas pessoas entregando o que me parece ser a melhor adaptação de quadrinhos desde The Dark Knight.Todas as idéias de Mark Millar estão lá, às vezes mostradas de uma forma um pouco diferente, mas mantendo o seu cerne intacto. Vaughn foi bem cuidadoso em respeitar a identidade visual da HQ, trazendo visuais que se não são iguais, seguem muito o que John Romita Jr. criou.

Para quem não conhece a estória dos gibis, ela trata de Dave Lizewski (bem interpretado por Aaron Jonson), um nerd típico leitor de HQs, cujo único poder parece ser invisível para as garotas, especialmente para Katie Deauxma (Lyndsy Fonseca), a menina por quem ele tem uma paixão secreta.Para piorar, Dave é constantemente surrado pelo dinheiro do lanche.

Com tudo isso à flor da pele, ele resolve dar vazão aos seus sentimentos reprimidos tentando se tornar um super herói como os dos gibis que ele tanto adora. Vestindo uma roupa de mergulho comprada no E-Bay, a vizinhança tem agora o seu defensor, mesmo que na maioria das vezes ele não seja capaz de defender nem a si mesmo. Mesmo sendo quase surrado até a morte em uma de suas incursões, ele vira um hit na internet.

Essa popularidade acaba chamando a atenção de Hit-Girl (Chloe Moretz) e Big Daddy (Nicolas Cage), estes já combatentes do crime e com habilidades muito superiores as de Dave. Hit-Girl tem apenas onze anos, e vem sendo treinada a vida toda pelo seu pai, um ex-policial que tem contas a ajustar com o mafioso Frank D’Amico (Mark Strong). Ele não faz idéia que seu filho Chris (Christopher Mintz-Passe) também se juntou ao bando de Kick-Ass como o super herói Red Mist.

Vale ressaltar que apesar da estória muito bem amarrada, o filme não se priva de deixar a platéia de boca aberta em vários momentos, com intensas cenas de ação e violência. Enfim, para mim já é candidato a um dos melhores filmes do verão americano, mesmo que o filme não seja encarado como um “blockbuster” e tendo sido rodado quase como um filme independente.

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One Response to Kick-Ass não é um blockbuster, mas pode chutar o seu traseiro!

  1. Renver says:

    Me animou assistir eim…

    ainda mais que eu não li a HQ não vou ficar de muito mimimimi

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