ago 27

Karate Kid Poster

Jaden Smith é o novo Karate Kid

Refazer um filme emblemático para uma geração raramente é uma tarefa fácil. As gôndolas de DVDs das Lojas Americanas estão cheias de tentativas, por apenas R$ 9,90. A principal dificuldade, em minha opinião, é fazer com que o filme justifique a sua existência. É realmente necessário existir uma nova franquia Karate Kid?

Certamente os produtores do novo filme dirão que este não é um “remake”, mas sim uma “reimaginação” da franquia, se é que essa palavra existe. Porém, o filme usa passagens de roteiro, seqüências e até mesmo diálogos do original de 84. Ele definitivamente é um remake. E remakes têm que justificar sua existência.

A linha guia do roteiro original segue a mesma premissa do filme original: mãe solteira que perde o emprego tem que se mudar para um novo lugar, e o filho adolescente (pré-adolescente no caso) têm dificuldades para se adaptar ao novo lugar, e passa a ser hostilizado pela garotada local. Está tudo lá: o flerte com a garota local, as surras, o mestre improvável que aparece para ajudar.

Jackie Chan e Jaden Smith

Jackie Chan é legal, mas não é Pat Morita

Só que é ai que surgem os problemas: Jaden Smith não é Ralph Macchio e, apesar de todo o seu carisma, Jackie Chan não é Pat Morita. Não existe aquela química de aprendiz e o velho mestre, até porque Chan é mais novo do que Morita quando este fez o papel de Sr. Miyagi.

E os personagens “adolescentes” estão mais novos também, então ao invés de termos um velho mestre ensinando uma lição a marmanjos mal intencionados, temos Jackie Chan dando uma surra em moleques. Mesmo a premissa do interesse romântico do personagem principal se torna pueril demais para ter relevância.

O que pode ser apontado como melhor neste remake fica apenas na parte técnica. É claro que o orçamento é muito maior também. Temos cenas muito boas mostrando lugares magníficos na China e lutas mais bem coreografadas. Lutas estas que não têm nada de Karate por sinal.

Daniel Larusso e Sr. Myiagi

Isto é Karate Kid!

No final das contas, o novo Karate Kid não agrada aos velhos fãs e acaba sendo apenas mais um filme descartável para pré-adolescentes. E por ter este público alvo, tem mais um problema sério: a duração. 140 minutos é uma duração extremamente exagerada para um público tão novo. O que aconteceu com os filmes de ação com uma hora e meia e três atos? Karate Kid tem uma ou outra lição para aprender com Stallone e seus mercenários…

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ago 19

A donzela de ferro está de volta! Segue minhas impressões na primeira audição de The Final Frontier, o novo trabalho do Iron Maiden.

The Final Frontier

01 – Satellite 15… The Final Frontier: Começo climático e épico. O trio de guitarras faz um trabalho muito bom em conjunto com a bateria de Nicko McBrain. É realmente diferente do que estamos a acostumados… Mas dai vem a poderosa voz de Bruce Dickinson e você se sente em casa novamente. Engraçado que esta introdução me deixou um sentimento nostálgico e de modernidade ao mesmo tempo. Quando a música realmente começa, ela lembra o que de melhor Dickinson andou fazendo em sua carreira solo antes do retorno ao Iron Maiden. Tem peso, mas a pegada é um pouco mais hard rock do que heavy metal. Um bom começo.

02 – El Dorado: Está grudada a faixa de abertura e parece ser uma continuação da mesma. Steve Harris “cavalga” o baixo com a maestria de costume. Esta faixa também é mais rápida e direta que a primeira. Lembrou-me quase que imediatamente a algo do tempo de No Prayer For The Dying e Fear Of The Dark. O trabalho de guitarras está primoroso. E caramba, como Bruce Dickinson canta! O solo parece dividido em pequenas sessões, e você percebe claramente onde um guitarrista termina e o outro começa… Realmente muito interessante.

03 – Mother Of Mercy: Início climático, com um bom trabalho vocal. Pela primeira vez o sentimento do “velho” Iron Maiden aparece, por esta se tratar de uma faixa mais simples em sua concepção do que as duas canções anteriores. É aquele tipo de música boa que não compromete mais que também não acrescenta nada de novo.

04 – Coming Home: Power ballad… Um tipo de música arriscada para qualquer banda de heavy metal. A chance de produzir uma porcaria é muito grande. Porém, estamos falando de Iron Maiden e não de uma bandinha qualquer. A donzela de ferro toma o desafio nas mãos e produz uma música que certamente agradará em cheio ao vivo. Épica e certeira.

05 – The Alchemist: Rápida e certeira, heavy metal clássico direto ao ponto. Refrão que se aloja no cérebro e promete não sair de lá por um bom tempo. Essa é para cantar junto.

06 – Isle Of Avalon: A mais progressiva das faixas até aqui. Trabalho minimalista de guitarra/bateria, com efeitos sonoros para dar o clima. É o tipo de música que vai se desenvolvendo em um crescendo, até explodir em uma apoteose instrumental levada com maestria pela banda. Teclados discretos ajudam a dar um clima futurístico. As mudanças de ritmo me lembraram algo como se o Rush tocasse metal. Nicko McBrain brilha. Aliás, me espanta como todos os integrantes da banda parecem estar em grande forma.

07 – Starblind: Inicia lenta e com teclados climáticos. Riffs trovejantes de guitarras são adicionadas a mistura. O ritmo é bem quebrado. A presença dos teclados é mais aparente aqui, lembrando bastante algo da época de Seventh Son Of A Seventh Son. Aliás, a música toda remete a este período da banda, o que pode agradar alguns (como eu) e desagradar a outros. Mas em minha opinião, mais uma grande música.

08 – The Talisman: Começo lento e climático, quase folk. O andamento da música remete a um clima meio medieval, meio fantasioso. Mas em seguida a banda entra chutando tudo, com velocidade e peso. É praticamente um pé na porta, tapa na cara. É a música com mais clima de “Novo Iron Maiden” (de Brave New World em diante).

09 – The Man Who Would Be King: Mais um exemplo de como começar uma música e transformá-la totalmente algum tempo depois. As quebras de ritmos são impressionantes, e o trecho central da música mostra algo musicalmente que o Iron Maiden nunca havia feito antes. O que parecia ser apenas mais uma música de repente te faz arregalar os olhos e ver que o Iron Maiden realmente ainda tem muita lenha para queimar musicalmente, e não está de forma alguma presa aos clichês dos grandes álbuns de sua carreira.

10 – When The Wild Wind Blows: A mais longa música do álbum, com 11 minutos (chegou perto de The Rime Of The Ancient Mariner, com 13). A melodia se confunde com os vocais por um longo trecho, criando um efeito interessante. O ritmo é moderado, e deixa de lado a velocidade em benefício de um bom trabalho das três guitarras, que se intercalam em várias camadas, criando uma sonoridade coesa e poderosa.

Enfim, The Final Frontier mostra uma velha banda que na verdade não envelheceu, e a cada álbum traz uma brisa de ar fresco a um estilo de música já tão batido quanto o heavy metal. O Iron Maiden desponta hoje como a última grande banda que não vive exclusivamente de passado.

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ago 17

O site oficial divulgou alguns wallpapers de Tropa de Elite 2. Para conferir, clique na imagem abaixo:

Wallpapers Tropa de Elite 2

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ago 17

“A responsabilidade é minha… o comando é meu!”

Visite o site oficial.

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jul 29

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jul 13

LONG LIVE ROCK’ N’ ROLL!!

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jul 05

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jun 29

Primeiro trailer de Tropa de Elite 2.

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abr 22

Quando a adaptação de Kick-Ass para o cinema foi anunciada, uma dúvida começou a pairar na minha cabeça. Escrever uma história em quadrinhos que mostra uma garota de 11 anos que adora arrebentar e arrancar até a última gota de sangue de seus inimigos pode ser polêmico, mas tem muito menos impacto do que a mesma personagem em um filme longa-metragem. Fiquei na dúvida se o diretor Matthew Vaughn ia mesmo ter os “cojones” de adaptar fielmente a HQ ou se renderia a fazer mais um filme adolescente boboca com classificação PG-13.

Vale lembrar que além da pré-adolescente estripadora, a história trata sobre muitos assuntos que podem ser considerados bem controversos, principalmente para uma sociedade pretensamente puritana como a americana, como drogas e sexo antes do casamento.Porém, quando o filme foi classificado como “R”, essas dúvidas começaram a se dissipar. Kick-Ass é, em primeiro lugar, um filme corajoso. Ou seja, o recado estava dado: tirem os cabeçudos sem capacidade de pensar por si mesmos da sala de cinema.

Apesar dos principais protagonistas do filmes serem menores de idade, o filme é claramente direcionado para o público adulto, o que pode parecer estranho para os babacas que ainda tem o pensamento retrógrado que gibi é coisa de criança. E Kick-Ass “chuta o traseiro” dessas pessoas entregando o que me parece ser a melhor adaptação de quadrinhos desde The Dark Knight.Todas as idéias de Mark Millar estão lá, às vezes mostradas de uma forma um pouco diferente, mas mantendo o seu cerne intacto. Vaughn foi bem cuidadoso em respeitar a identidade visual da HQ, trazendo visuais que se não são iguais, seguem muito o que John Romita Jr. criou.

Para quem não conhece a estória dos gibis, ela trata de Dave Lizewski (bem interpretado por Aaron Jonson), um nerd típico leitor de HQs, cujo único poder parece ser invisível para as garotas, especialmente para Katie Deauxma (Lyndsy Fonseca), a menina por quem ele tem uma paixão secreta.Para piorar, Dave é constantemente surrado pelo dinheiro do lanche.

Com tudo isso à flor da pele, ele resolve dar vazão aos seus sentimentos reprimidos tentando se tornar um super herói como os dos gibis que ele tanto adora. Vestindo uma roupa de mergulho comprada no E-Bay, a vizinhança tem agora o seu defensor, mesmo que na maioria das vezes ele não seja capaz de defender nem a si mesmo. Mesmo sendo quase surrado até a morte em uma de suas incursões, ele vira um hit na internet.

Essa popularidade acaba chamando a atenção de Hit-Girl (Chloe Moretz) e Big Daddy (Nicolas Cage), estes já combatentes do crime e com habilidades muito superiores as de Dave. Hit-Girl tem apenas onze anos, e vem sendo treinada a vida toda pelo seu pai, um ex-policial que tem contas a ajustar com o mafioso Frank D’Amico (Mark Strong). Ele não faz idéia que seu filho Chris (Christopher Mintz-Passe) também se juntou ao bando de Kick-Ass como o super herói Red Mist.

Vale ressaltar que apesar da estória muito bem amarrada, o filme não se priva de deixar a platéia de boca aberta em vários momentos, com intensas cenas de ação e violência. Enfim, para mim já é candidato a um dos melhores filmes do verão americano, mesmo que o filme não seja encarado como um “blockbuster” e tendo sido rodado quase como um filme independente.

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mar 03

Ou como fazer rock pesado com um violão… o nome da fera é Igor Presnyakov.

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